quarta-feira, 29 de agosto de 2012

História da Terra

 Há cerca de 4,5 bilhões de anos atrás, a Terra era apenas uma grande "bola" de fogo.
  
No início, eram apenas vulcões...
Aos poucos, a Terra se resfriou e a condensaçã​o do vapor provocou a queda de chuvas. Durante os primeiros 700 milhões de anos, a Terra era como um vulcão gigante. 
        E a atmosfera era então, formada.

 
O planeta perdeu calor, e esse resfriamento fez que com as rochas começassem a se solidificar, formando a crosta terrestre.
Enquanto o vapor de água fazia surgir as primeiras chuvas, um imenso oceano ia cobrindo toda a Terra, ainda bastante quente (há 3,8 bilhões de anos). Os oceanos primitivos possuíam cerca de  20 cm de profundidade.
A formação dos oceanos foi fundamental para o surgimento da vida no planeta, pois foi no mar que surgiram  as primeiras formas de vida, as BACTÉRIAS, que dominaram sozinhas o planeta durante quase 2 bilhões de anos, o que chamamos de Pré-Cambriano.


 Ao contarmos o tempo de idade da Terra, dividimos em ERAS, PERÍODOS E ÉPOCAS...


PALEOZÓICO

Inicia-se o Paleozóico (paleo  = antigo + zoico  = vida). A atividade vulcânica está bem menor, alternando entre períodos de calmaria e de grandes explosões em todo o planeta.
As primeiras formas de vida foram importantes para o surgimento de outros seres. Surgiram então, vindos dos microrganismos, os invertebrados como medusas, trilobitas, caracóis e estrela-do-mar, além disso, desenvolveram plantas tais como as algas verdes, todos os seres vivos desse momento habitavam ambientes marinhos.
                                               
Os primeiros peixes, esponjas, corais e moluscos surgiram ainda no Cambriano, mas só depois, no Ordoviciano, que passaram a existir as primeiras plantas terrestres. Algumas espécies de plantas marinhas desenvolveram a capacidade de se adaptar fora do ambiente aquático migrando para áreas continentais, dando origem às primeiras plantas terrestres.





        TRILOBITA>






OUTROS ANIMAIS DESSA ERA...





Há 500 milhões de anos atrás, a partir da existência de uma atmosfera já bem desenvolvida, as variações climáticas começam a ocorrer com tanta frequência, que provocam sucessivas extinções em espécies recém surgidas. Procurando adaptar-se a essas necessidades, as espécies passam a apresentar partes duras (conchas, dentes, etc.) e algumas delas acabam por ser preservadas como fósseis, possibilitando a sua descoberta e estudo por uma outra espécie ainda muito distante.    
Há 430 milhões de anos atrás, finalmente os continentes são invadidos por milhões e milhões de diferentes espécies de insetos, alguns dos quais sobrevivem até hoje.
No período Carbonífero, grandes florestas  e pântanos formaram e foram destruídos sucessivamente, formando os depósitos de carvão explorados até hoje.

                                             
A Seguir, florestas e pântanos do Carbonífero, há 300 milhões de anos atrás. Os animais terrestres tiveram sua origem a partir do momento que algumas espécies de peixes saíram da água dando origem aos anfíbios e posteriormente aos répteis.
 
MESOZÓICO
Entramos na Era Mesozoica que durou 180 milhões de anos. 
Surge uma imensa variedade de dinossauros, herbívoros em sua maioria, que  reinarão no planeta durante mais de 160 milhões de anos. Houve um tempo no qual o planeta Terra ficou povoado por grandes répteis, os dinossauros, e esse período ficou caracterizado como o Período Jurássico, 200 milhões de anos atrás.












 OBSERVE O TAMANHO DO HOMEM, DO ELEFANTE AFRICANO E DOS DINOSSAUROS DA ERA MESOZÓICA!!!



 
Fim da era dos dinossauros, há 65 milhões de anos atrás.
Um meteoro de pelo menos 15 km de diâmetro atinge a atual península de Yukatan (México) jogando bilhões de toneladas de poeira na atmosfera. Uma grande noite irá abater-se sobre o planeta, impedindo a fotossíntese das plantas, que não poderão alimentar os herbívoros, que por sua vez não poderão servir de alimento aos carnívoros... Pelo menos a metade das espécies existentes irá ser extinta nessa grande catástrofe, inclusive todos os grandes dinossauros, abrindo espaço para que os mamíferos iniciem o seu reinado, que durará até os dias atuais...


CENOZÓICO
Início da Era Cenozóica, onde os continentes ficam da forma atual. Surgem as primeiras plantas com flores e os mamíferos se expandem.
A Era Cenozóica é a Era em que Vivemos. Depois da extinção dos dinossauros, os mamíferos dominaram a paisagem e evoluíram até os seres humanos. Se divide em dois períodos:
TERCIÁRIO e QUATERNÁRIO

Terciário             Vai de 65 até 3 milhões de anos atrás. Foi nesse período Que os mamíferos evoluíram para formas maiores, substituindo os Dinossauros. 
 














 
Há aproximadamente 4 milhões de anos surgiram os ancestrais dos seres humanos, o planeta a partir de então entrou em períodos de muito frio ocasionados pelo crescimento das geleiras, no entanto, há 11 mil anos as geleiras se fixaram nas zonas polares.
                                                      
Por volta de 150.000 anos atrás, vemos os primeiros grupos de Homo Sapiens  caçando no continente africano. Essa nova espécie sobreviveu à última glaciação e migrou apressadamente para os demais continentes. Dominou todas as outras espécies, provocando o desaparecimento de algumas delas, e começou a usar a escrita e, portanto, a fazer História.
Australopithecus Afarensis















 Quaternário    Vai de 3 milhões de anos atrás até hoje. Os mamíferos atingiram o seu auge. Foi marcada por uma era glacial que acabou mais ou menos 10.000 anos atrás.


O dodô, pássaro da ilha Maurício, extinguiu-se em meados do século XVII, depois que os humanos destruíram as florestas onde as aves faziam seus ninhos e introduziram animais que comiam os ovos postos por elas.


OUTROS ANIMAIS JÁ EXTINTOS:


FÓSSEIS VIVOS:



Censo 2010: população indígena é de 896,9 mil, tem 305 etnias e fala 274 idiomas


No Censo 2010, o IBGE aprimorou a investigação sobre a população indígena no país, investigando o pertencimento étnico e introduzindo critérios de identificação internacionalmente reconhecidos, como a língua falada no domicílio e a localização geográfica. Foram coletadas informações tanto da população residente nas terras indígenas (fossem indígenas declarados ou não) quanto indígenas declarados fora delas. Ao todo, foram registrados 896,9 mil indígenas, 36,2% em área urbana e 63,8% na área rural. O total inclui os 817,9 mil indígenas declarados no quesito cor ou raça do Censo 2010 (e que servem de base de comparações com os Censos de 1991 e 2000) e também as 78,9 mil pessoas que residiam em terras indígenas e se declararam de outra cor ou raça (principalmente pardos, 67,5%), mas se consideravam “indígenas” de acordo com aspectos como tradições, costumes, cultura e antepassados.
Também foram identificadas 505 terras indígenas, cujo processo de identificação teve a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) no aperfeiçoamento da cartografia.
Essas terras representam 12,5% do território brasileiro (106,7 milhões de hectares), onde residiam 517,4 mil indígenas (57,7% do total). Apenas seis terras tinham mais de 10 mil indígenas, 107 tinham entre mais de mil e 10 mil, 291 tinham entre mais de cem e mil e em 83 residiam até cem indígenas. A terra com maior população indígena é Yanomami, no Amazonas e em Roraima, com 25,7 mil indígenas.
Foi observado equilíbrio entre os sexos para o total de indígenas (100,5 homens para cada 100 mulheres), com mais mulheres nas áreas urbanas e mais homens nas rurais. Porém, percebe-se um declínio no predomínio masculino nas áreas rurais entre 1991 e 2010, especialmente no Sudeste (de 117,5 para 106,9) Norte (de 113,2 para 108,1) e Centro-Oeste (de 107,4 para 103,4).
A pirâmide etária indígena tem a base larga e vai se reduzindo com a idade, em um padrão que reflete suas altas taxas de fecundidade e mortalidade, bastante influenciadas pela população rural. Em 2010, havia 71,8 indígenas menores de 15 anos ou de 65 anos ou mais de idade para cada 100 ativos. Já para os não indígenas, essa relação correspondia a 45,8 inativos para cada 100 em idade provável de atividade.
Na área rural, a proporção de indígenas na faixa etária de 0 a 14 anos (45,0%) era o dobro da área urbana (22,1%), com o inverso acontecendo na faixa de 65 anos ou mais (4,3% na rural e 7,0% na urbana). A pirâmide etária dos indígenas residentes fora das terras indígenas indica baixa fecundidade e mortalidade. Já para os indígenas residentes nas terras, a pirâmide etária ainda é resultante de uma alta natalidade e mortalidade. Metade da população indígena tinha até 22,1 anos de idade. Nas terras indígenas, o índice foi de 17,4 anos e, fora delas, 29,2 anos.
O Censo 2010 investigou pela primeira vez o número de etnias indígenas (comunidades definidas por afinidades linguísticas, culturais e sociais), encontrando 305 etnias, das quais a maior é a Tikúna, com 6,8% da população indígena. Também foram identificadas 274 línguas indígenas. Dos indígenas com 5 anos ou mais de idade 37,4% falavam uma língua indígena e 76,9% falavam português.
Mesmo com uma taxa de alfabetização mais alta que em 2000, a população indígena ainda tem nível educacional mais baixo que o da população não indígena, especialmente na área rural. Nas terras indígenas, nos grupos etários acima dos 50 anos, a taxa de analfabetismo é superior à de alfabetização.
Entre os indígenas, 6,2% não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, mas 67,8% eram registrados em cartório. Entre as crianças indígenas nas áreas urbanas, as taxas são próximas às da população em geral, ambas acima dos 90%.
A análise de rendimentos comprovou a necessidade de se ter um olhar diferenciado sobre os indígenas: 52,9% deles não tinham qualquer tipo de rendimento, proporção ainda maior nas áreas rurais (65,7%); porém, vários fatores dificultam a obtenção de informações sobre o rendimento dos trabalhadores indígenas: muitos trabalhos são feitos coletivamente, lazer e trabalho não são facilmente separáveis e a relação com a terra tem enorme significado, sem a noção de propriedade privada.
Em 2010, 83,0% das pessoas indígenas de 10 anos ou mais de idade recebiam até um salário mínimo ou não tinham rendimentos, sendo o maior percentual encontrado na região Norte (92,6%), onde 25,7% ganhavam até um salário mínimo e 66,9% eram sem rendimento. Em todo o país, 1,5% da população indígena com 10 anos ou mais de idade ganhava mais de cinco salários mínimos, percentual que caía para 0,2% nas terras indígenas.
Somente 12,6% dos domicílios eram do tipo “oca ou maloca”, enquanto que, no restante, predominava o tipo “casa”. Mesmo nas terras indígenas, ocas e malocas não eram muito comuns: em apenas 2,9% das terras, todos os domicílios eram desse tipo e, em 58,7% das terras, elas não foram observadas.
Essas e outras informações podem ser vistas na publicação “Censo 2010: Características Gerais dos Indígenas – Resultados do Universo”, que pode ser acessada no link:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_gerais_indigenas/default_caracteristicas_gerais_indigenas.shtm